Na psicologia, “soltar” é tomar consciência da necessidade de se desapegar. Abrir mão da culpa, do apego, da vergonha, das dores do passado, das visões distorcidas de si mesmo e dos outros.
Na Bíblia, soltar significa permitir, como soltar a obra de Deus.
Na nossa vida, passamos por muitos momentos e situações em que tentamos prender e nos fixar em algo por acreditar profundamente que aquilo é o melhor. Ficamos lutando por algo ou alguém com todas as nossas forças, mesmo sabendo, vendo, que aquilo não vai para frente, não vai fluir. Fazemos isso porque queremos e acreditamos muito naquilo.
Mas a vida dá voltas, o mundo “gira”. Em vez de ficar lutando por algo que não vai para frente, chega um momento em que a ação mais sábia que você pode fazer é soltar.
Quando você abre as suas mãos, nelas cabe todo o universo. Quando você segura alguma coisa, você fica limitado. Então, abrir as mãos, soltar, confiar e agradecer faz com que as coisas fluam e aconteçam naturalmente. Prender algo, lutar, ficar defendendo, brigando por algo que, lá no fundo, você sabe que não faz sentido, que não vai mudar, só te faz travar — te prende em um processo de luta constante.
Um professor no Japão dizia:
“Quando você abre as mãos, nelas cabe todo o universo.
Quando você segura algo com força, você se limita.”
Abrir as mãos é soltar.
É confiar.
É entregar.
É agradecer.
E, quando fazemos isso, a vida parece dar uma virada.
Nada é fixo, nada é permanente.
Esse é um ensinamento central de Buda.
”Devemos atuar no mundo sem rigidez, sem desespero, sem nos quebrar por dentro.
Abrir as mãos não é desistir. É confiar no fluxo da vida e caminhar junto com ele.”
(Trecho de Zendo Brasil)
E só para te lembrar: SOLTA! ✨

